Vejo-me dividida entre exaltações e lamentos.
Tento ruminar, isso mesmo, ruminar, a falsa conformidade que insiste em martelar a minha cabeça.
Claro, eu deveria aceitar. Mais, exibir meu êxtase em contentamento.
Não poderia pedir mais. Ou poderia. Posso. Peço. Até quando? Sempre. Por quê?
A vida nunca é o que esperamos que seja.Divido meu riso com meu choro.
Uma foto provoca acelerações cardíacas, ânsia de vômito, arrepios de insatisfação, sofrimento; exibe "alguéns" na mais perfeita cumplicidade de almas, desperta sentimentos pecaminosos. Devolve vida, enfim, à certeza do insuficiente eterno.
Órgãos comprimidos, pressionados pela tristeza do incompleto. Isso mudará?
O tempo, até então, faz questão de afirmar que não.Nunca.
Enquanto isso, disparos.
Aqui, no mundo. Mortes.
E lá se vão mais "alguéns" com suas esperanças evaporadas pela insensibilidade.
Do homem, do tempo, da vida.
E choros. De nascimentos. De chegar a um mundo onde desejos nunca serão completos.
Um mundo de aspirações e de poucas realizações.Só quero poder compreender.
E aceitar. Aceitar o que a vida pode me dar. E gritar. Gritar quando não aguentar mais.
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